O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) absolveu, nesta terça-feira (9), o senador Sergio Moro (União Brasil) das acusações de abuso de poder econômico, caixa 2 e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2022.

A decisão foi tomada por 5 votos a favor e 2 contra, após uma sessão que se estendeu por quase 7 horas.

As acusações foram movidas pelo PT, PCdoB, PV e pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a absolvição, Moro mantém seu mandato no Senado.

O julgamento teve início em 1º de abril e foi interrompido três vezes por pedidos de vista. Os advogados do PT e do PL, autores das ações contra Moro, ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O relator do caso, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, e mais quatro desembargadores votaram pela absolvição de Moro, enquanto dois foram favoráveis à cassação. As acusações incluíam abuso de poder econômico, caixa 2 e uso indevido dos meios de comunicação.

Moro, que se filiou ao Podemos no final de 2021 e depois migrou para o União Brasil como pré-candidato ao Senado por São Paulo, enfrentou o processo após anunciar sua candidatura ao Senado pelo Paraná em junho de 2022, quando teve a troca de domicílio eleitoral vetada pela Justiça.