Durante o depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) optou por permanecer em silêncio, em contraste com seus aliados, que responderam às perguntas dos investigadores.

Entre eles estavam o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.

Vale lembrar que Valdemar foi detido durante a operação Tempus Veriratis, que investiga possíveis tentativas de golpe de Estado e ameaças ao Estado Democrático de Direito no Brasil.

Inicialmente alvo de um mandado de busca e apreensão, ele acabou sendo detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e conduzido à sede da PF, em Brasília.

Embora o conteúdo dos depoimentos de Torres e Valdemar não tenha sido divulgado, a estratégia de Bolsonaro de exercer seu direito ao silêncio diante dos investigadores já era esperada, conforme antecipado por sua defesa.

Os advogados do ex-presidente tentaram adiar o depoimento por três vezes, mas todas as solicitações foram rejeitadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).