A empresa Wiz Soluções e Corretagem de Seguros S.A. (WIZS3) teve um momento turbulento em 2021 e recentemente em 2022, passando por alguns testes no mercado.
Uma das maiores provações no último ano foi o encerramento de contrato com a Caixa Econômica Federal.
Para quem não sabe, a WIZS3 era a fornecedora oficial dos seguros da Caixa, o que representava um grande volume de receitas para a mesma.
Com isto, muitos investidores passaram a ter um certo receio com a WIZS3, sendo um dos anos mais desafiadores da companhia, a saber 2021.
Mas o que podemos esperar no curto, médio e longo prazo da WIZ Soluções?
Qual está sendo ou quais estão sendo as politicas adotadas pela companhia para manter o fluxo de caixa nos mesmos patamares com a gigante Caixa?
Iremos comentar alguns pontos aqui neste artigo, lembrando que isto não é uma recomendação de compra ou posição no ativo, ok?
Então vamos lá.
Um pouco do histórico da WIZS3 e a Caixa Econômica Federal para seu entendimento
Um dos maiores ruídos do mercado em 2021 teve a Wiz (WIZS3) envolvida. A companhia, que tinha dois terços de sua receita ligada à Caixa, poderia perder a renovação do contrato com a estatal.
E aconteceu. Após quase meio século de parceria, a Wiz deixou de oferecer os produtos de seguros para os clientes da Caixa – que era o core de sua operação desde que foi criada.
O CEO e diretor de Relações com Investidores da Wiz, Heverton Peixoto, explica que a empresa foi criada como uma máquina de vendas de seguros do ecossistema Caixa. “Essa é nossa origem, dos 48 anos de vida da empresa, 45 foram só disso.”
Até 2018 a Wiz precisava de uma autorização da Caixa para trabalhar com qualquer outro banco ou seguradora, o que inviabilizava negócios com outros parceiros.
Peixoto diz que em 2017 a Caixa manifestou o interesse na não renovação do contrato, que acabava em 2021, e um dos termos dessa nova negociação foi a independência da Wiz a partir de 2018.
“Foi um processo muito difícil, que a gente considera doloroso, mas a gente considera que hoje vivemos o melhor momento do conglomerado Wiz” pontua Peixoto. O faturamento da Wiz ligado à Caixa se mantém na proporção de um quarto hoje. A empresa ainda busca diminuir este número, acrescentou.
A fundação da Wiz, em 1973, teve como fundamento a prestação de serviços exclusivos para o banco, intermediando a venda de seguros. Com o divórcio, a empresa teve de procurar novos parceiros, e achou.
Se preparando para o pior, antes mesmo da não renovação do contrato, a empresa comprou 40% da Inter Seguros.
Desde 2018, a empresa fechou 20 novos contratos, com empresas relevantes do segmento financeiro (como o BMG) e de redes de concessionárias automotivas. A Wiz também tem acordos ratificados para oferta de crédito com Santander, Itaú e Banco do Brasil.
Para o 4T21, a empresa registrou aumento de 23% no lucro contábil
No 4T21, registrou um lucro contábil consolidado de R$ 41,4 milhões no quarto trimestre do ano passado, representando uma alta de 23,3% na comparação com o mesmo período de 2020.
Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelo melhor desempenho na linha de “Earn-Out, Impairment e Outros”, bem como pelo maior resultado de equivalência registrado com a subsidiária Inter Seguros.
Em termos de lucro ajustado, este somou R$ 47,7 milhões, uma retração de 41%. O recuo na comparação anual foi por conta, principalmente, de maiores ganhos com contingência fiscal, de um ano antes, elevando a comparação.
Considerando o lucro líquido atribuível aos controladores, o resultado liquido foi positivo em R$ 35,3 milhões, uma expansão de 18,9%.
Ela é uma SmallCap, portanto precisa ter estômago
Não adianta chorar ou imaginar que o resultado virá do dia pra noite. A WIZS3 é uma SmallCap e seu risco é grande, não tem como negar.
Mas boas previsões para o horizonte desta empresa nos fazem ou não querer assumir este risco para ter um retorno lá na frente.
Para o BTG Pactual, o negócio está em linha com a estratégia da empresa de expandir e diversificar seus resultados através do crescimento inorgânico, e de “identificar parceiros de negócios que possuam canais com alto potencial de monetização”.
O relatório, assinado por Eduardo Rosman e sua equipe, calcula o preço-alvo das ações da Wiz em R$ 10,00, uma alta de 35% frente o valor de fechamento da empresa no último pregão, de R$ 7,39.
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