A União Européia passa atualmente por uma crise energética sem precedentes e que pode tornar a sua frágil economia ainda mais instável.
Com o inverno chegando e o contexto da guerra na Ucrânia ainda não definido, empresas e cidadãos já sofrem com os efeitos da crise energética.
Uma grande parcela dos cidadãos europeus já sentiram no bolso o que está por vir neste inverno e a situação só tende a piorar.
Por isso, os líderes do bloco têm se movimentado para tentar minimizar os impactos desta crise energética.
Nesta quarta-feira, dia 14 de setembro, a presidente da Comissão Européia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco fará uma reforma profunda do mercado de energia elétrica para enfrentar o aumento dos preços da energia do bloco.
A líder teve como convidada a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, e ainda homenageou a resistência frente à ofensiva Russa.
Em seu discurso de quase uma hora, Von der Leyen afirmou que as sanções vieram para ficar e que o momento é de mostrar determinação, e não recuo.
O que é de se esperar que a União Européia não irá retroceder às suas sanções impostas para a Rússia e provavelmente o uso do gás russo continuará não sendo fornecido.
Mas vamos tentar entender o que está por vir no bloco europeu e se isto não pode ser o prelúdio de uma crise ainda maior.
A proposta de reforma de Von der Leyen frente à crise de energia do Bloco Europeu
Quando digo que isto pode ser um prelúdio de uma crise ainda maior, você irá entender a seguir o por que disto.
Em seu discurso, Von der Leyer enfatizou o aumento dos preços da energia ao consumidor que vem ocorrendo no bloco desde o inicio do conflito.
Visando não só a situação atual, ela disse que é necessário pensar em algo mais a longo prazo.
Veja a fala que pode gerar um pouco de receio:
“Além da crise imediata, devemos pensar no futuro. O modelo atual do mercado de eletricidade não faz mais justiça aos consumidores, que deveriam aproveitar os benefícios das energias renováveis de baixo custo”.
Ainda tem a questão do gás, que ela reiterou que é necessário desvincular a influência dos preços do gás sobre os preços da energia elétrica.
Aqui, meu entender é a conta que chegou por ter colocado todas as fichas em uma única matriz de energia ou fazer uma precoce política de redução de emissão de carbono.
Todos sabemos que as políticas de energias limpas adotadas pelo bloco são boas, mas que na prática só têm prejudicado seus cidadãos e negócios locais.
É importante a questão ambiental, mas será que ela deve ser adotada a qualquer custo? Posso sacrificar uma economia em detrimento de uma política como esta?
Na prática vemos que a conta chegou e não é tão simples lidar com esta questão, principalmente em um bloco que não dispõe de tantos recursos naturais para tal.
Devo lembrar que a Europa não produz praticamente nada do que necessita, sendo totalmente dependente de importação de diversos insumos.
E o petróleo é um deles, assim como o gás da Rússia. Realmente a crise energética no bloco pode ser mais profunda do que imaginamos e vamos ver onde isto vai acabar.
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